18 de abr de 2010

Indisposição



Besteira é pensar que essa vida vale

O valor que vai vigendo voraz

Que alguém dê uma resposta que me cale

Ou para mim é tanto fez e tanto faz

Sou enérgico porque vivo do vento

Sou sagaz porque danço o que canta

E não é fácil obter meu acalento

Nem energético nem sagaz, sou criança



Quero mesmo é que, como nos ditados

A água fure a pedra de tanto bater

Quero o caos instalado nas cidades

Latente, letárgico, longínquo

Não, na verdade eu quero o caos aqui

Ao alcance desses olhos afogueados

Que a Terra chora pois não haverá de comer



Há em mim um tanto de loucura

Que se expressa livremente em minhas artérias

Esse tanto é o que sou, verdade intrínseca

Sendo o resto apenas parte de matéria

E há gentes que se escondem entre máscaras

Trocando até mesmo o bem-estar pelo seu ego

Definitivamente, não sabem essas gentes

Que só tampam um olhar que já está cego



O que ecoa de mim é o que traduzes

Dessas linhas carregadas de madrugada

A cidade já acende suas luzes

Galos cantam de forma desregulada



Existe agora uma questão bem relevante (cruzes!)

Para meu texto, é questão primordial (que furada!)

Espero que já tenha sido o bastante

Vou explicar então preste atenção:

Já voltei ao meu Estado Natural

Tenho rimas mas não tenho Inspiração.




~ Thuan B. Carvalho

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