9 de jan de 2010

A arte de Ser.




É exatamente aquela velha rotina


do homem que precisa de moldura;


Traçou o seu destino – triste sina! -


sem saber que a liberdade cura.





De suas mãos atadas escorre o reflexo


do que outro ser vivente fora outrora;


Talvez em sua cabeça fizesse nexo


trocar a vida já vivida pelo agora.





Já não marcavam o caminho suas passadas,


largas eram tanta pressa de chegar;


Pois quem anda sobre milhares de pegadas


não haverá de novamente a terra marcar


- nem na lua reparar!




Isso explica, naturalmente, minha essência


disparate integral do homem-quadro;


A magia que me atrai é sapiência


não fazendo da rotina o meu fardo.





Quando a vida se transmuta em bifurcação


não sou do tipo que diante para e pensa;


Irracional, sigo o caminho do coração


e é isso o que faz toda a diferença.




Porém, o que me intriga me interessa

e quando escrevo sempre altero meu sabor,


Para sofrer de amor morro de pressa



tu mesmo que me acompanhas, viste…

O otimismo, que me foge ao sol se pôr,


não me faz pessimista; me faz triste.





Thuan B. Carvalho

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