23 de jul de 2010

Desespero em Cores


*

Trace uma linha imaginária

Erga um muro de contas ao redor de si

E grite.

Tão alto quanto conseguir

*

Mas se mesmo assim

Mesmo depois de gritar

Espalhar sua acústica monótona pelo ar

Se ainda quiser me odiar

Entenda.

O mais rápido que puder entender

*

Foi você meu mais iluminado céu

Amarelo-estelar

Branco-lunar

E quando descobri seu véu

Provei do seu fel

Desilusão.

*

Então fizeram sentido minhas dores

Cores.

amarelo-anemia; branco-nada

*

Meu mundo agora é fosco

Céu negro

Mar cinza

Ar de metal

e palpita meu coração enterrado no quintal.



~ Thuan Bigonha de Carvalho

4 comentários:

  1. HuuuuuuuuuHUuuu
    Marcante esse texto...
    Bem ao meu estilo.
    Me identifiquei.
    Abç

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  2. E de repente, não mais que de repente me deparo com a saudade de certas entrelinhas tão sonoras quanto coloridas, tão benévolas quanto doloridas, tão suas que as vezes, paradoxalmente, penso serem minhas!

    Um sorriso fraterno
    e um abraço de estímulo ao poeta!

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  3. Suave e afiado como o fio de um bisturi em direção ao coração.

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